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Postado por em nov 29, 2012 em Curiosidreads | Pitaco

A História da Proibição da Maconha

A História da Proibição da Maconha

Afinal, por que a maconha é proibida? Fui atrás disso e descobri muita coisa antiga sobre essa história e que incrivelmente ainda é tabu mesmo depois de tanto tempo. Hoje o texto é um pouquinho mais carregado do que o normal, por que falar de história sempre é assim… mas espero que isso esclareça um pouco as coisas e agrade vocês. Semana passada saiu a matéria sobre a liberação em alguns estados dos EUA. Não citei isso aqui, pois esse texto foi escrito há muito tempo, antes delas acontecerem. Espero que entendam. E vamos ao post:

 

Meados da década de 30. O cenário dos Estados Unidos era praticamente de guerra civil. Isso por que o país vivia em plena Lei Seca. Também pudera a população estar tão nervosa, nem uma cervejinha depois do trampo eles podiam tomar. E que saída os americanos repreendidos encontraram para fazer um happy hour digno? Obviamente, a maconha. Foi o “boom” dos coffee shops americanos (sim, existiam coffee shops nos EUA). Não era algo especializado na erva como existe hoje na Holanda, eram apenas pequenos cafés que também vendiam maconha – algo que veio bem a calhar com a dificuldade de se conseguir um goró. Mas qual era o cenário americano nessa época? Quebra da bolsa em 29, imigração mexicana em alta, empregos em baixa, Lei Seca. Juntando as pecinhas do quebra-cabeça rapidamente um cidadão chamado Henry Anslinger, guarde bem esse nome, entrou em cena.

Anslinger era responsável pela política de drogas dos EUA nessa época de fim de Lei Seca. Mas afinal o que ele tinha contra a maconha? Digamos que o cunhado de Anslinger era sócio de uma petrolífera gigante chamada Gulf Oil e ele mesmo possuía ações da DuPont, também desse ramo. Esse segmento se dividia em duas grandes linhas: fibras sintéticas (náilon) e processos químicos para fabricação de papel. Coincidentemente, dois ramos que concorriam diretamente com a indústria do cânhamo (que crescia a passos largos). Poxa, mas olha só como essa DuPont é uma sortuda! Anslinger difundiu diversas histórias descabidas sobre a maconha com ajuda de amigos influentes. Um deles (e principal) era o magnata dos meios de comunicação William Randolph Hearst, o mesmo que inspirou Orson Welles a criar o Cidadão Kane. Hearst odiava mexicanos. E como a maconha era “coisa de ticano”, não pestanejou na hora de ajudar Anslinger.

Daí pra frente foi playground. Hearst inventava as mais terríveis histórias sobre a verdinha e divulgava massivamente. Mitos como o de que a maconha desperta uma índole violenta e queima os neurônios foram criados nessa época (e há quem acredite neles até hoje).

Folheto de propaganda da época da proibição. Dá pra acreditar nisso?

Dizem que o termo marijuana foi inventado por ele, a fim de associar  ainda mais a droga aos mexicanos. E então a maconha foi proibida pelos deputados e sancionada pelo presidente Roosevelt (o mesmo que ordenou pesquisas massivas para construção da bomba atômica!!!! Eita sujeito sangue bom!).

As teorias mais conspiratórias dizem que Anslinger é o responsável também pela difusão dessa política anti-maconha pelo mundo todo. Mas também, não deve ter sido trabalho dos mais difíceis, uma vez que no Brasil a erva era usada em peso por negros, e na Europa pelos árabes. Maravilha, uma política de controle de estrangeiros prontinha da silva!

Porém o tempo passa e essas regras não mudam. Mas os interesses são outros. Indústrias farmacêuticas, traficantes e policiais, políticos e a própria indústria têxtil tem seus interesses na proibição.

 

 

Afinal, por que dar voz a quem tem muito pra falar? Se hoje a “droga” ainda é usada em peso por negros e a imigração mexicana continua sendo um “problema” nos EUA, por que falar de legalização? Vamos deixar do jeito que tá, que tá bom… A polícia que cuide dos maconheiros. Afinal, eles são muito perigosos né? Fala aí mestre:

 

 

Espero que tenham gostado, comentem se quiserem, se acharam a matéria interessante (ou não)! Seu comentário é muito importante mesmo, ajuda a melhorar a qualidade dos posts e assuntos de preferência. Se quiserem continuar na onda das proibições tem um outro texto que eu mesmo escrevi sobre o rumor de uma lei em São Paulo que proíbe venda e consumo de bebidas em lugares públicos do estado! É a São Paulo Proibida! Vale a leitura. Bjos e abraços e até a próxima!

 

Fontes:

Revista Trip

Superinteressante

Inventivo que parece com o Avatar, desenvolve a parte criativa do blog. Perfeccionista e atrapalhado. Taian é a inspiração para a coluna #Curiosidreads por algum motivo. Coordena o conteúdo do blog, e só por isso acha que pode mudar o texto de todo mundo.

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